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Os Charutos do Faraó (Les cigares du pharaon, no original em francês) é um álbum de história em quadrinhos da série As aventuras de Tintim, produzida pelo belga Hergé, e lançado em 1934. Sua continuação é o álbum O lótus azul.

Sinopse Editar

Tintim está num cruzeiro com destino ao Extremo Oriente. À bordo, encontra um egiptólogo extravagante, Philémon Siclone, à procura da tumba do faraó Kih-Oskh. Tintim aceita acompanhá-lho. Na tumba, Tintim descobre misteriosos charutos, mas é capturado. Abandonado no mar, é salvo e desembarca na Arábia. De lá, após várias peripécias, chega à Índia, onde está o marajá de Rawajpoutalah. Ataca então ao tráfico de ópio e desmonta uma organização de traficantes. Finalmente, descobre que os charutos continham o ópio.

Análise Editar

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Versão original do Albun

A primeira versão dos Charutos do faraó foi publicada no jornal Le Petit Vingtième, entre 8 de dezembro de 1932 e 8 de fevereiro de 1934. Em 1934, foi publicado como álbum, em preto-e-branco. Foi o útimo dos álbuns em preto-e-branco a ser colorido, em 1955. A versão em preto-e-branco e a colorida deste álbum são bastante semelhantes, com exceção da eliminação de certas cenas e a paginação modificada.

Como Tintim no Congo e Tintim na América em 1946, Os cigarros do faraó foi inteiramente redesenhado antes de ser colorido, enquanto a partir do álbum seguinte, O loto azul, Hergé guardou seu traço inicial.

A saída dos Charutos, esperada desde o início dos anos 50, foi várias vezes retardada por Hergé, ocupado pelo lançamento do Journal Tintin e pela criação da sua aventura lunar.

Pode-se notar que Os charutos do faraó apareceu apenas doze anos após a descoberta do túmulo real do faraó Tutankhamon, e a cena em que Tintim descobre os egiptólogos desaparecidos, que violaram oa tumba de Kih-Oskh, faz alusão à "maldição do faraó".

Curiosidades Editar

  • Na versão em preto-e-branco, o álbum que o xeique Patrash Pasha mostra a Tintim é Tintim na América. Nas primeiras edições da versão colorida, na página 15, o álbum mostrado é Tintim no Congo, enquanto nas atuais edições coloridas aparece Rumo à Lua.
  • Edgar Pierre Jacobs ajudou Hergé na realização da segunda versão. Jacobs aparece no álbum e na capa com o nome de E. P. Jacobini (página 8, quadro 1), o 14º cientista que "violou a sepultura do faraó Kih-Oskh".
  • Outras múmias que aparecem no álbum também possuem algumas singularidades. A múmia à esquerda de E. P. Jacobini chama-se I. E. Roghliff, alusão à palavra hieroglifo em francês. A que aparece no segundo quadro da página 8 é de Carnawal, referência a Lord Carnarvon, famoso cientista que foi vítima da maldição de Tutankamon, contemporâneo de Hergé. Na capa aparece a múmia de Grossgrab, inspirado no professor Grossgrabenstein, personagem criada por Jacobs.
  • Aparecem pela primeira vez os agentes Dupond e Dupont.
  • O traficante de armas do Mar Vermelho que aparece neste álbum (página 19, quadro 1), é baseado em Henry de Monfreid.

Personagens Editar

Aparece na página 9. Trabalha para Allan Thompson.

  • Patrash Pasha

Aparece na página 15. Cheik que conhece as aventuras de Tintim.

  • Finney

Aparece na página 38. É médico. Pede para Tintim levar Siclone à um asilo.

  • Peacock

Aparece na página 38. É pastor.

  • Sr. e Sra. Snowball

Aparece na página 38. Participam da organização criminosa.

  • Zlotzky

Aparece na página 38. É escrivão. É atingido por uma flecha com o veneno radjaïdjah.

  • O faquir

Aparece na página 41. Tem o dever de matar Tintim.

  • O Marajá de Rawhajpoutalah

Aparece na página 50. Salva Tintim de uma armadilha e o hospeda em seu palácio.

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